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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Shut us down

Boa noite, blog!

Hoje estou criando esse texto no Word pq nesse momento minha net tá fora do ar e eu estou precisando escrever antes que a preguiça me consuma e eu não poste nada. E esse post de hoje precisa ser feito.

Poooois então, falemos da apresentação de ontem.

Não sei por onde começar... Bom, estava aqui em casa ensaiando, treinando e retreinando as músicas (que eu já sei de cor e salteado detrás pra frente e de frente pra trás duas vezes) pra não ter NENHUM errinho. Beleza. Eu já estava pronto, então não precisei me arrumar. Quando deu umas seis e meia comecei a ficar ansioso, esperando o Bruno passar (o combinado era “sete horas (da noite) LÁ”, todo mundo. Tá. Seis e meia, quinze pras sente, sete horas, sete e dez e nada de Bruno. O Daniel tinha passado aqui antes pra pegar o teclado, mas o Bruno que é bom, nada. E eu não tava conseguindo falar com ele. Então liguei para o Daniel e descobri que o Bruno estava lá na casa do Luiz [?] pq não coube tudo dentro do carro e eles precisaram fazer duas viagens, uma coisa assim.

Quando eu consegui falar com o Bruno ele já estava lá no tal lugar e estava vindo pra cá me buscar. Tá. Fiquei esperado um tempo até que finalmente ele chegou (Glória3x). Fui de moto com ele e putaquepariu, QUE LUGARZINHO LONGE! Não sei como esse povo tem a capacidade de falar que Uberaba é uma cidade pequena. Quando ce pensa “Pronto, acabou a cidade. Dali em diante é só estrada e uns metros depois é a fronteira com a Bolívia”, ainda tem casa e terra e mato e cigano.

Enfim, chegamos. Chama Solar das Acácias o lugar. É tipo uma chácara, bonita até. O Luiz e o Daniel, junto à Andreza, namorada dele (entrosamos 1000 lá na festa), já estavam lá. Fomos, então, passar o som. QUE COISA CHATA. Tava faltando tomada, faltando extensão, faltando cabo, faltando um tanto de coisa, e fizeram um ambiente de boate, cheio de luzes negras e fumaça e aquele tanto de luz colorida piscando na cara da gente e eu já tava começando a sentir o efeito das dorgas que eu nem tinha usado chegando no meu cérebro.

Depois de muito custo, tudo ficou pronto. Aí fomos todos lá pra parte aberta esperar a Tamara chegar. Enquanto isso, o Daniel ficou bebendo e todos nós ficamos conversando. A Andreza, coitada, tava desesperada, porque O QUE TINHA de viado, de sapatão e de emo na festa não-tá-escrito. Nunca vi tanta diversidade num lugar só. Pra todo lugar que ce olhava tinha um casal “se amando”. Regardless se eram dois homens, duas mulheres ou um de cada (ok, tinha NO MÁXIMO meia dúzia de casais heteros naquele recinto). Tinha uma menine lá com uma jaquetinha xadrez que JESUS, deve ter pegado todos os convidados da festa (menos eu ok).

Às DEZ da noite, duas horas depois, a Tamara aparece (Jesus Maria José Santíssimo Pai Eterno seja louvado HANA MACANTARAVA SUYA). Minha bunda já tava até dormente de tanto esperar e aquele ambiente altamente GLS-pró-dorgas-paz-e-amor já tava me causando efeitos altamente psicodélicos. As letras das músicas que estavam tocando também eram algo a ser considerado. Tava todo mundo lá dançando loukament e eu só escutando né. Tinha uma letra que falava “eu vou fazer um bem bolado, vou roubar seu namorado”; teve aquela que falava “sou cachorrona mesmo, late que eu vou passar di-di calcinha”; aquela do “na arte do amor pode crer que eu esculacho, faço tudo que ele quer e ainda dou o cu de cabeça pra baixo” e por aí vai.

Pois é, depois de muito enrolar e terminar de arrumar as coisas, fomos tocar. Ah, a festa começou às quatro da tarde. Já eram dez da noite, então dá pra ter uma vaga noção de como estava o nível etílico do ambiente àquela altura da noite, né? Não tive a oportunidade de presenciar alguém vomitando pinga, mas soube que havia gente usando dorgas do lado de fora da festa. Além de aquela fumaça artificial estava exalando um aroma de “incenso” muito específico.

Devia ter umas dez pessoas lá no espaço quase-fechado onde a gente tava tocando. Era tipo um salão mesmo, não sei explicar, do lado direito era uma parede, à frente era um muro vazado, nas extremidades do muro era aberto, pra todos exercerem o direito de ir e vir, e do lado esquerdo eram os banheiros. No masculino não tinha luz e o feminino era a Sala da Orgia.

O repertório que a gente planejou tinha 15 músicas, mas a gente não tocou todas pq a gente tava começando a flopar. Tinha um tanto de gente lá né. A gente começou com Cranberries – “Zombie”. Todo mundo aplaudiu, gritou, ficou lok e tal. Daí meia dúzia foi pra lá. Em seguida tocamos Coldplay – “Clocks”. Tinha uma gordinha fã de Coldplay lá que gritou loukament e eu pensei que fosse desmaiar, sério. Ela tava tipo SUPER dorgas. Mas blz, praticamente só ela gritou e mais meia dúzia de pessoas foi embora. Depois fomos tocar Luxúria – “Ódio” e alguns voltaram pra fazer alok. Depois de “Clocks” foi “Kiss Me” e exatamente TRÊS casais ficaram no local. Se eu não estiver enganado (aquelas luzes negras mal estavam me deixando enxergar as teclas do teclado), tinha mais uns quatro ou cinco sentados encostados ao muro de lá. Aí esses casais ficaram se amando com vigor enquanto a Tamara cantava Kiss me beneath the milky twilight e o resto ficou pra lá. Aí veio Paramore – “The Only Exception” – música de emo e de viado – e a bicharada voltou COM FORÇA pra onde a gente tava. A gordinha do Coldplay e mais outras duas emos fizeram a lok novamente. Teve um outro gordim de cinza que também se empolgou. Depois foi “Decode” (do Twilight) e a animação continuou.

Nessa hora o Daniel e o Bruno tiveram que parar pra afinar a guitarra e o baixo e o povo foi embora. Aí eu falei “Tamara, é melhor a gente tocar Lady Gaga logo senão a gente vai flopar aqui”. Aí fomos tocar “Poker Face”. A bicharada veio EM PESO. Gente, foi tipo... beyond belief. Começou a brotar viado e sapatão do chão, não tinha explicação. E eu não sei se posso afirmar que estavam dançando, mas estavam fazendo movimentos assíncronos e de natureza um tanto selvagem contra o piso do salão. Daí pra frente foi só várzea, lógico. Depois veio “Hot ‘n Cold”, “I Kissed a Girl”, “Tik Tok” e, pra finalizar, “Bad Romance”. Quando eu toquei a introdução de “Tik Tok” teve uma bee que gritou um “UHUUUUUUUL TIQUI TOQUEEEEEEEEE!!!!” gu-tu-ral. #TensãoEmCristo

Só sei que acabamos de tocar já era mais ou menos duas da manhã, porque demoramos demais pra começar a tocar. Ainda tivemos que desmontar todo o equipamento e ficamos meia hora marromenos na festa fazendo hora. Sóóó depois fomos embora. Eu já tava plopando de sono e o Luiz ainda teve a grande ideia de ir procurar algum lugar pra comer. E eu sem dinheiro. A gente ia no Habib’s, mas lá é muito caro. Acabamos parando num pub super cool daqui (que eu nunca tinha ido before) chamado Recanto da Praça. Falando que o Habib’s é caro, mas uma porção de batata frita e outra de contra filé com mandioca + dois refrigerantes ficou em R$ 70,00. Ok, eu não paguei nada (já tinha avisado que tava sem dinheiro) e minha barriga encheu. O Daniel já tava beeeeem felizinho (super imprudente ele u_u Ainda tinha que voltar pra casa dirigindo). Tão feliz que, na hora de despedir, deu um abraço em cada um, coisa que nunca acontece.

E foi isso. Cheguei em casa às três da manhã (meu record), fui direto pra cama e dormi lindamente. Sonhei com o Tico e um povo da escola. Não sei pq arrumei essa sonhação com o Tico. Acho que pelo menos de quinze em quinze dias eu sonho com ele :S Dessa vez eu tava na casa dele o consolando pq ele não ia ao show do Linkin Park. GENTE, O QUE É QUE TEM A VER?? O menine é pagodeiro e eu lá prestando minha solidariedade pq a mãe dele não tinha deixado ele ir ao show. E o engraçado é que no sonho eu tive um lampejo e pensei, enquanto andava ao lado dele: “Nossa, é por isso que isso não faz sentido: porque eu to sonhando”. Geralmente quando eu descubro que é um sonho, acabo acordando, mas dessa vez não acordei. Depois as coisas mudaram de rumo e eu tava num lugar estranho com pessoas conversando coisas estranhas que eu não lembro o que era. Depois acordei. Pensei que minha mãe fosse me dar bronca por ter chegado tão tarde, mas nem deu. Só disse que não conseguiu dormir até eu chegar.

Então é isso, assim foi meu fim de semana. Amanhã tem uma “aula especial” do Welson e eu preciso fazer bolo de chocolate pra levar pro povo comer, mas o novo bff do Marco, aquele que não sai mais daqui de casa, está aqui, então não dá pra fazer, pq a educação da minha mãe (que meu irmão não herdou) vai oferecer bolo a ele. Não que eu esteja recusando comida às visitas, mas é que esse bolo vai ter que dar pra nós, pra visita e pro povo da escola, ou seja, NÃO vai dar. E eu não to afim de fazer dois, então ele vai ficar sem, 1bj.

Ai, cansei de escrever. Até mais

:*

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